3 Erros que Derrubam Você na Corrida pelo Próximo Cargo
Depois de 36 anos selecionando e desenvolvendo líderes na Caixa, identifiquei os padrões que separam quem avança de quem estagna
31 de março de 2026
Depois de maratonar 28 competições de 42 quilômetros, aprendi que a mesma ciência que nos faz avançar na corrida também funciona na carreira. E há 3 erros silenciosos que corroem a trajetória de quem quer chegar ao topo. Vou contar quais são.
Confundir Experiência com Preparação
Aqui está uma verdade dura que aprendi vendo de perto: ter passado 10 anos no mesmo cargo não te prepara para o próximo. A experiência te dá conhecimento do que você já faz. Mas não te prepara para o que você precisa fazer.
Na maratona, essa distinção é cristalina. Você pode ter corrido 10 quilômetros mil vezes. Alcançou a perfeição nos 10 km. Mas isso não te qualifica para 42 km. Você vai precisar de um método diferente. De força diferente. De respiração diferente. De mentalidade diferente.
O que Fazer
Você precisa investir em desenvolvimento específico para o cargo que deseja, não para o que já tem. Busque certificações ligadas à liderança. Aprenda as habilidades que o próximo nível exige. Estude gestão, inovação, negociação — aquilo que fará diferença onde você quer chegar.
A atitude que transforma sonhos em conquistas começa aqui: reconhecer que experiência é espelho retrovisor. E você está olhando para a frente.
Não Reprogramar o Diálogo Interno
Este é o erro mais invisível de todos. E também o mais destrutivo.
Na Programação Neurolinguística, aprendemos que as crenças limitantes que carregamos sabotam nossas ações muito antes de qualquer obstáculo externo. É aquela voz que diz: “Não sou bom o suficiente”. “Isso não é para mim”. “Melhor não me expor”. “Nunca é minha vez”.
Nessa voz mora o verdadeiro limitador. E ela trabalha enquanto você dorme.
O que Fazer
Você precisa identificar as narrativas que rodam na sua cabeça enquanto você trabalha. Aquelas histórias que você conta a si mesmo sobre quem é e do que é capaz. Uma vez identificadas, você as substitui. Tem técnica para isso — é a ancoragem neurolinguística. Funciona. Já vi transformar carreiras.
Quando você muda a conversa interna, muda a ação. Quando muda a ação, muda o resultado. Quando muda o resultado, muda a história que você conta sobre si mesmo. É um ciclo virtuoso. Mas precisa começar por você mesmo, no diálogo interno.
Disciplina Eventual, Não Rotina Inegociável
O terceiro erro é bem prático. É a diferença entre querer e fazer. E essa diferença é a atitude.
Quantas pessoas me disseram que queriam crescer? Milhares. Quantas tinham um plano de desenvolvimento bonito no papel? Centenas. Quantas realmente executavam esse plano todo dia? Muito poucas.
A verdade é brutal: você não treina quando está motivado. Você treina todo dia. Ponto. Primeiro coloco o tênis, depois luto contra o sono e a preguiça. Depois começo a correr. A motivação vem depois, durante a corrida. Nunca antes.
O que Fazer
Você precisa criar rituais inegociáveis de preparação. Estudo todo dia. Networking todo dia. Visibilidade todos os dias. Desenvolva uma ação específica que você fará sem exceção: uma leitura profissional de 20 minutos, uma conversa com alguém fora do seu círculo, uma participação em uma reunião que você normalmente evitaria.
Esses pequenos rituais diários criam o momentum que te leva ao próximo cargo. Não é a ação gigantesca de um dia. É a ação pequena, consistente, inegociável, todos os dias.
Não existe recuperar um dia de treino perdido. Se você não treina segunda, você não treina segunda. Essa é a lei. Vale para maratona. Vale para carreira.
Onde Você Está na Maratona da Sua Carreira?
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